Este é um espaço para a reflexão de temas que em algum momento e por alguma razão (do meu contexto pessoal ou da minha prática clinica) se tornaram, usando uma expressão gestáltica, importantes FIGURAS no imenso FUNDO existencial.

Terapia Junguiana em Brasília

Pratico a clínica psicológica há 10 anos. Trabalho em meu consultório particular no Centro Empresarial Norte atendendo jovens e adultos sob a perspectiva da psicologia de Carl Gustav Jung, conhecida como psicologia analítica, profunda ou, simplesmente, psicologia junguiana. Nos últimos 3 anos tenho acrescido à ótica junguiana o olhar e a prática da psicologia corporal (Lowen e Pierrakos) e a perspectiva Sistêmica Fenomenológica. 

Uma das coisas que me fascina na prática clínica é a certeza, tal como pontuou Jung, de que "o encontro de duas personalidades é como uma mistura de duas substâncias químicas: no caso de se dar uma reação, ambas se transformam" (Jung, A prática da psicoterapia, p.68)

Assim sendo, considero cada processo analítico e, especialmente, cada ser humano com o qual  tenho a oportunidade de lapidar minha capacidade empática como fontes primorosas de crescimento e aprendizado mútuo.

Entro nessa rica e transformadora relação terapêutica comprometida com aquilo que Jung considerou como sendo uma das grandes funções do psicoterapeuta: promover o autoconhecimento e ampliar a consciência a cerca dos aspectos (pessoais/internos e relacionais/externos) que estão barrando uma vivência mais harmoniosa com os outros e consigo mesmo para, assim, descobrir (no sentido de desvelar) as ferramentas que, em cada caso, são as necessárias para iluminar o caminho que conduz à auto-realização. Caminho único e intransferível! Como pontuou Jung, nem todo sapato serve para todo tipo de pé. O sapato que serve em um pode apertar um outro; não há receita de vida universal e trilhar nosso caminho com um sapato apertado demais é, infelizmente, uma prática muito mais comum do que nos damos conta. Isso me vez lembra uma música do irreverente Raul Seixas... e o pai que ela canta pode ser qualquer norma, crença, idealização, auto exigência, pessoa ou situação que nos subjuga e nos aprisiona na inautenticidade e, portanto, na infelicidade...

     
O processo terapêutico pretende não só nos aproximar de quem realmente somos, mas também criar um terreno psíquico/emocional sólido e profícuo que nos ajude a compreender que a inexorável transitoriedade da vida não é apenas um aspecto desconcertante da nossa existência; é, acima de tudo, uma grande oportunidade para concebermos a vida como um verdadeiro laboratório do "vir a ser".

"O que viso é produzir algo de eficaz, é produzir um estado psíquico em que meu paciente comece a fazer experiências com seu ser, um ser em que nada mais é definitivo nem irremediavelmente petrificado; é produzir um estado de fluidez, de transformação e de vir a ser" (Jung, A prática da psicoterapia, p.43).

Paula Queiroz de Medeiros - Psicóloga Clínica (CRP 01-12882) e Analista Junguiana
(61) 9970-6694  /  paulaqmedeiros@gmail.com

   

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